segunda-feira, 10 de abril de 2017

Igreja: A Bíblia (4)

“...Pensar que o estudo da Bíblia e as suas traduções só merecem confiança, se forem obra de clérigos e de editoras católicas submetidos ao Imprimatur episcopal, é supor que a Bíblia é propriedade privada de empresas confessionais. Que os responsáveis das comunidades católicas zelem pela formação bíblica dos seus membros e pelas expressões da fé cristã é o mínimo que se lhes pode pedir. Infelizmente, nem sempre cumprem esta missão.
Ninguém tem o monopólio da Bíblia e só há vantagens em que seja reconhecida e trabalhada como o Livro dos livros, a expressão das raízes judeo-cristãs da civilização ocidental. Há muito a fazer para se tornar parte activa da cultura portuguesa, nas suas diversas expressões...”

            (Excerto do artigo de Frei Bento Domingues no jornal Público)

Decerto a maioria dos leitores deste blog terá visto a tradução da Bíblia de Francisco Lourenço, que inundou as nossas livraria no mês de Março. Este projecto que a Quetzal assumiu, não se limita a uma nova tradução do Novo Testamento, do qual já existem várias, de diversos estilos, mas à tradução de toda a Bíblia Grega, judaica e cristã.
Neste tempo de Quaresma não é despiciendo lembrar o que representou esta ciclópica tarefa, levada a cabo por um académico a quem não são conhecidas quaisquer filiações religiosas. É um bom tema de meditação num país que tem um conceito muito restrito do que possa ser o pensamento universal.

HSC

2 comentários:

Pedro Coimbra disse...

Frei Bento e Anselmo Borges (que foi mestre do meu pai no curso de Filosofia em Coimbra) são leituras obrigatórias.
E apresentam-nos uma visão da Igreja que acompanho inteiramente.

Anónimo disse...

🌷