terça-feira, 11 de abril de 2017

Entre o nascimento e a morte


Hoje, ao fim da noite, liguei a televisão. Foi um gesto tão automático como ligar o micro ondas para aquecer um alimento que não foi acabado de fazer. O que significa não ser frequente ligar o aparelho, já que aprecio bastante comer aquilo que preparo. Luxos, enfim, aos quais ainda tenho acesso, já que gosto muito de cozinhar e não gosto menos de mim...
Eis senão quando apanho uma entrevista feita ao médico Gentil Martins que, aos 86 anos, é um exemplo de vitalidade e de alegria de viver, pese embora o dramático mister a que se dedica, de lutar contra a morte e contra o que a vida, às vezes, traz de imperfeições ás crianças.
Dizia ele que o nascimento e a morte são secundários, O que, sim, verdadeiramente conta, é o que fazemos entre esses dois momentos da existência. O entrevistado constitui, sem dúvida, um bom exemplo do que afirma!

HSC

12 comentários:

Pedro Coimbra disse...

O Professor Gentil Martins é um dos grandes exemplos do que é viver intensamente (estou a lembrar-me de Adriano Moreira, também).
Deus o abençoe pelo trabalho que tem feito e a dedicação que tem demonstrado.

Dalma disse...

A HSC diz: "Luxos, enfim, aos quais ainda tenho acesso, já que gosto muito de cozinhar e não gosto menos de mim..." Porque considerar luxo comer o que prepara? Não entendi!

Silenciosamente ouvindo... disse...

Tenho uma enorme admiração pelo Profº. Gentil Martins.

Estar tão activo com a idade que tem, é mtº. bom.

Concordo com a sua afirmação. Pena que muitas pessoas

desvalorizem o seu tempo de vida.

Os meus cumprimentos.
Irene Alves

Teresa disse...

Que afirmação Sábia:)))) Quanto ao luxo de preparar as nossas refeições, como a compreendo! Tenho um prazer enorme em pesquisar e ir comprar os ingredientes para novas receitas! Quando trabalhava, a correria e "obrigação" das refeições para a família não davam aso á imaginação.

Anónimo disse...


Helena
Li há pouco tempo uma grande entrevista com ele adorei, é um homem com um grande caracter e sentido de humanismo entre outros atributos.
Em que canal foi quero ver :)

Lembrei-me de si, ontem foram pedidos 2 cabazes tudo muito fresco acho que vai gostar, bom preço.

https://www.facebook.com/684520394994530/photos/a.699581406821762.1073741828.684520394994530/1256607364452494/?type=3&theater

Abraço
Carla

Anónimo disse...

Senhora,My Way passa também pelo Fio de Prumo.

https://youtu.be/MGoXEkCmJNQ

Ambrósio

Pedro Coimbra disse...

Nem de propósito, acabo de ver uma reportagem acerca de uma DJ japonesa com uma característica muito especial - tem 82 anos e sonha ainda poder passar música nas discotecas de Nova Iorque.
O bilhete de identidade é mesmo só um pormenor, um mero documento.

Helena Sacadura Cabral disse...

Luxo, sim, minha cara Dalma, porque ainda gosto suficientemente de mim, para ter prazer em me mimar. E conheço muito boa gente que se não tiver quem lhe prepare o alimento, comem apenas, por preguiça ou desinteresse, umas sandwiches.
Luxo, ainda, porque um tempo houve, em que jovem mãe, tinha dois empregos para sustentar a família e, muitas vezes, chegava a casa e a única coisa que queria era abraçar os meus filhos acordados.
Mantive anos dois empregos e um deles em horário pós laboral. Não me queixo porque dei aos meus tudo o que pude dar-lhes de melhor.
É por isto que considero, hoje, um luxo ter saúde e dinheiro para procurar ter, para mim, o tempo e alimentação de que nem sempre pude gozar. Como vê os meus luxos são algo que se não compra. Ou se sente, ou não se sente. Eu sinto, na graça de Deus!

Anónimo disse...


Helena
Com o tempo vamos refinando o que realmente importa, o verdadeiro luxo é bem diferente da ostentação da riqueza. Termos pequenas coisas que no fundo são grandes luxos. Ser grato por as termos, reconhecer que a vida não é linear e usufruir do "agora".
É um luxo puder estar aqui, ter trabalho, casa, comida, família, saúde, ler, ouvir pessoas que nos inspiram que fazem evoluir.
Como a entendo :)

O luxo pode definir-se fisiologicamente: a arte de nos alimentarmos pela pele, pelos olhos, pelos ouvidos, pelas narinas e pela imaginação.
Pierre Joseph Proudhon


Abraço forte
Carla

Maria Eugénia disse...

Luxo é ter tempo para viver as coisas simples da vida de uma maneira especial. Portanto eu compreendo os seus luxos, são também os meus...
Concordo também com o dr.Gentil Martins quando diz que o importante é o tempo que medeia o nascimento e a morte: ter objetivos na vida, procurar cumpri-los, amar os outros e deixar-lhes uma marca, boas memórias. No fim, não ficar, como se diz aqui no Porto, " a ver passar os eléctricos"
Bjs da Maria do Porto

Aniceto Carvalho disse...

SÓ PARA DIZER QUE ESTOU CÁ E QUE LI OS DOIS ÚLTINOS POSTES. BOA PÁSCOA... COM SAUDINHA E TUDO O MAIS.

Dalma disse...

Bom, HSC, nessa perspectiva, que eu não considerei, talvez seja um luxo, sim, o luxo de ter tempo disponível!
Fui pois apressada na minha análise...
Boa Páscoa, signifique o que significar.
D.