domingo, 14 de janeiro de 2018

JNCQUOI


À semelhança do que acontece com muita gente, nos fins de semana de inverno gosto de gozar a minha casa, a companhia de amigos ou ler e ouvir música.
Abro ao Domingo duas excepções: a missa e o almoço. Tempo houve em que reunia em casa a família, mas com a morte do Miguel nunca mais fiz isso – era demasiado doloroso – e passei a almoçar fora com o outro filho - ou com amigos, quando ele não está - em sítios bastante diferentes, dado que, fora os hotéis, são poucos os locais agradáveis, quentes e tranquilos para se estar.
Curiosamente, foi esta escassez de locais que me tem levado a descobrir verdadeiras surpresas. Foi, há uns meses, o caso do JNCQUOI, um imenso e muito agradável espaço na Avenida da Liberdade, aberto também ao Domingo.
Parece-lhes um título estranho?! Talvez não, se pronunciarem devagarinho e souberem francês. Trata-se da abreviatura em português do "Je ne sais quoi", que significa algo de semelhante a um "não sei o quê", dito como forma de elogio a algo que apreciamos sem saber exatamente qual a razão principal.
É por isto que falo dele. A comida é excelente e o serviço é rápido, com bastantes empregados, sempre de sorriso afável. O ambiente, moderno e caloroso, acolhe-nos como se a nossa presença fosse sempre esperada e indispensável. Fiquei fã e vou lá com alguma frequência. Mas não sei dizer se é a comida ou o ar que se respira, que mais me atrai.
Hoje descobri o bar que existe no andar de baixo, onde estamos rodeados de estantes de vinhos e de especialidades gourmet. Na próxima vez, se for sozinha, é lá que irei parar, dado que a carta e o ambiente são igualmente aliciantes.
O fundador e CEO é Miguel Guedes de Sousa, que além de filho de uma saudosa amiga minha tem, nesta área, um curriculum de fazer inveja aos maiores.
E, para terminar, se gostam, como eu, de “macarrons”, saem de lá e passam à LADURÉE, mesmo ao lado, e abastecem a vossa casa destes maravilhosos doces.

HSC

sábado, 13 de janeiro de 2018

Igreja: a Fé e a dúvida (15 )

«Há dias em que Deus é tudo para mim. Há dias em que não é nada, como se eu nesses dias não fosse mais que uma criatura animal ou vegetal, uma besta que treme, ou que canta, uma planta que não precisa de mais nada a não ser ar, água e sol. Há dias em que não tenho alma.»
Esta experiência – vivida mais cedo ou mais tarde por todos aqueles que têm uma religião – faz parte da fé e da própria vida.
Há um tempo em que Deus parece eclipsar-se e calar-se. Como se nós deixássemos de fazer parte das suas preocupações. É o período do deserto, da subida ao monte Moriá como Abraão, ou ao Carmelo como S. João da Cruz.
É uma representação nítida e intensa da experiência que atinge também os grandes mestres do espírito. Viveu-a Santa Teresa de Ávila na sua longa fase de «aridez espiritual». E vivemo-la muitos de nós, no silêncio de uma vida dita normal.
A espiritualidade de cada um não é um mar tranquilo. Ela atravessa, ao longo da nossa existência, períodos de uma profunda intensidade, de uma imensa riqueza, a que se seguem vagas de dúvidas, de incertezas, de inseguranças. Não desistir de nós próprios é, talvez, a maior prova de que a Fé está lá, escondida no canto mais recôndito da nossa alma.
HSC

sábado, 6 de janeiro de 2018

Nem a solidariedade social escapa?

A Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras foi fundada em 2002 com o objetivo de “apoiar todos os cidadãos portadores de doenças menos comuns e todos aqueles que com eles se correlacionam”. A iniciativa partiu de um grupo de pais, encabeçado por Paula Brito e Costa, cujo filho padecia do Síndrome de Cornélia de Lange.
Na Casa dos Marcos na Moita, a Raríssimas presta serviços de clínica, lar residencial, residência autónoma e campo de férias e em  Outubro de 2003 foi oficialmente reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social de utilidade pública. Sabemos todos hoje que está sob investigação.

A Fundação “O Século”, criada em 1998, tem raízes na Colónia Balnear Infantil O Século, que João Pereira da Rosa, então director do jornal com o mesmo nome, fundou em 1927 para dar férias às crianças mais desfavorecidas, em São Pedro do Estoril.
Para além das colónias de férias a Fundação presta hoje diversos serviços de alojamento, creche e pré-escolar, apoio alimentar e domiciliário, e programas de ocupação de tempos-livres em bairros problemáticos de Cascais.
É reconhecida como Instituição Privada de Solidariedade Social, com o estatuto de Utilidade Pública, desde junho de 1999. Acabámos de saber que também se encontra sob investigação.

O mais lamentável destas duas ultimas “estórias” é que se trata de instituições privadas cuja actividade é de grande utilidade para o país e em que o Estado financia uma parte, porque não tem instituições próprias com as mesmas finalidades.
O mais dramático é que as crianças e os adultos que carecem de ajuda vejam ameaçadas as instituições de que dependem e os Pais desesperem sob escrutínio público a que as mesmas ficaram subitamente sujeitas.
Parecemos um país de malfeitores onde já nem a solidariedade social escapa ao flagelo da corrupção.

HSC

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

"Vocês"...

Já não gostava muito da expressão "você", porque a considerava mistificadora. Mas agora, vá lá saber-se porquê, as vendedoras das lojas usam-na com frequência, quer se estejam a dirigir a homens ou a mulheres, a novos ou a velhos. Desapareceu o tratamento de senhor ou de senhora. E, confesso, não me agrada muito que alguém com vinte anos, que me não conhece de lado nenhum, se me dirija com um redondo você.
A coisa pegou de tal modo, que acabou por chegar à televisão, onde certas apresentadoras, nomeadamente de programas culinários, em lugar do habitual telespectador, nos presenteiam, mimosas e sorridentes, com o plural "vocês". É uma forma de tratamento pouco admissível em televisão, nomeadamente entre pessoas que se não conhecem. Basta assistir a um programa de Martha Stewart ou Ina Garten para perceber a diferença entre naturalidade e intimidade.
Seguramente que estas jovens não tratam a avó ou a mãe deste modo. E se tratam será porque ninguém lhes ensinou que respeitinho é bom e recomenda-se!

HSC

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Surprising Centeno!


Afinal o ano de 2017 sempre terminou em beleza. Pelo menos para o nosso super Ministro das Finanças que posou numa selfie com a socialite Lilli Caneças. E para Lilli que consegue, finalmente, passar do convívio com reis e rainhas, para o do poder político republicano internacional!
Esta nem o nosso Presidente alcançou, com tanto afecto distribuído. E Centeno sempre leva para o novo posto, uma dose de glamour... muito ao jeito dos anos sessenta.
A esquerda deve estar a roer-se de inveja!

HSC

domingo, 31 de dezembro de 2017

A memória


Aqui ficam os meus votos para 2018. A nossa memória e aqueles que amamos e amámos constituem um dos patrimónios mais importantes da nossa vida. Que eles possam fazer sempre parte da nossa existência!

HSC

sábado, 30 de dezembro de 2017

Meu lema é “Mete o saca-rolha”,

"Outro dia estava com meu amigo Omar, num restaurante e vimos um vinho daqueles bons e caros. O garçom logo perguntou se queríamos aquela safra pra acompanhar o pedido e o meu amigo, sem pensar duas vezes, disse “Mete o saca-rolha”. 
Depois de dar boas risadas com aquela expressão, ele me contou que aquela frase servia pra vida. Que tempos atrás tinha perdido um grande amigo que tinha uma grande adega com vinhos caríssimos, e deixava os vinhos lá, sem abrir. Certo dia, morreu num acidente, e a esposa do cara acabou se casando com um outro, mais jovem, que consumiu toda a adega em tempo recorde. Depois disso, ele começou a perceber quantas vezes na vida desperdiçava oportunidades, deixando pra depois. Sendo que o depois pode nem existir. Eu fiquei refletindo sobre isso e hoje quero te perguntar: quantas oportunidades você desperdiça, se preparando, sem entrar em campo? Quantas roupas deixou de usar esperando a ocasião especial? Quantas atitudes deixou de tomar, acreditando que sempre existiria ‘a semana que vem’, adiando seus sonhos?, Por isso, a dica é ‘mete o saca-rolha’. Abra a garrafa de sonhos, tome as atitudes que precisa tomar, pare de procrastinar achando que a vida é eterna e que vai ter todo o tempo do mundo pra tentar, cair, errar e seguir em frente., “Mete o saca-rolha” pode ser uma filosofia de vida. Pra ele, que diz que nunca viu carro forte seguindo carro funerário, é uma frase inspiradora., Não deixe os bons vinhos pra amanhã. Não espere pra agir se a hora é agora e não desperdice seu tempo acreditando que amanhã dá pra fazer diferente. O que a gente tem é hoje. Então, mete o saca-rolha e segue em frente!.
Desejo a você um excelente vinho para 2018"...

                       Enviado por um amigo para o meu telemóvel

Este ano não faço votos. Limito-me a partilhar convosco este texto. Que cada um tire as suas próprias conclusões, porque ele merece reflexão. Não por ser fim do ano, mas porque muitas vezes, o medo, a precaução ou até a ganância, acabam por nos tirar o melhor que a vida, afinal, nos dá!

HSC