sábado, 22 de julho de 2017

Autopromoção


Aqui está, em jeito de promoção, a conversa que o Francisco José Viegas e esta vossa amiga irão ter, se Deus quiser, na próxima quarta feira, em Nelas. Quem estiver por perto e queira assistir dar-nos-á muito prazer.

HSC

O Alta Definição


Já aqui disse que gosto do Daniel Oliveira, gosto do Alta Definição e gosto sempre da forma como as entrevistas são conduzidas. Ele sabe o que faz e como faz bem, o programa já não vive só da escolha do entrevistado. Vive, e muito, da forma como o entrevistador se comporta face ao seu convidado. E esse jeito ou se tem ou ou não se tem. Daniel Oliveira tem!
O homem da passarela foi, hoje, o actor brasileiro Tiago Lacerda e os seus vinte anos de carreira. Foi um gosto ouvi-lo e perceber como a idade pode, em certas pessoas, ter efeitos tão benéficos. A conversa poderia ter-se encaminhado exclusivamente para o lado profissional. Mas Daniel soube ir puxando o "ser" que tinha à sua frente e levar-nos a compreender que um actor não é apenas isso. É um homem, tem filhos, tem pais, tem mulher e tem amigos, Foi sobre tudo isso que Lacerda falou e encantou. Que bom é perceber que há quem saiba hierarquizar perfeitamente as prioridades da sua vida. O actor sabe. E o entrevistador também!

HSC

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Isto não está a correr bem

Os fogos voltaram a atear-se e algumas disfunções continuaram a manifestar-se. O país está a banhos, meio adormecido. Mas as televisões não param de pôr questões a que ninguém dá resposta.
Agora os bombeiros só falam por interposta pessoa e duas vezes por dia. Foi a decisão superior tomada. Mas alguém acredita que este país acate estas decisões, quando o jornalistas andam no encalce de respostas?
O governo que até aqui tinha tudo a seu favor, parece ter caído subitamente num período de desgraças e até o nosso efusivo Presidente Marcelo parece ter apanhado um resfriado que o deixou completamente afónico.
É preciso ser criativo, Senhor Primeiro Ministro, porque Portugal já não aceita uma roda da fortuna que encrencou. António Costa, por favor, saque lá de uma ideiazinha que nos tire desta anemia deprimente. É que que já ninguém suporta que a geringonça possa correr mal!

HSC

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Quem responde?

Passa hoje um mês sobre a tragédia de Pedrogão. Outros incêndios se detectaram, entretanto. Agora foi em Alijó, onde mais uma vez o SIRESP não funcionou... Admite-se?
Entretanto e com tantas doações amealhadas, eu não consigo perceber bem quem é o fiel depositário do dinheiro que foi enviado. Mas algo parece evidente: é que ele não começou ainda a ser distribuído e aplicado. De que é que se está à espera, já que não é dinheiro público que está em causa, mas sim dinheiro que, solidariamente, os portugueses doaram aos que tanto sofreram e sofrem.
A União das Misericórdias depositou-o nalgum banco? Em qual? E em que conta? Era bom sabermos. Os sacrifícios daqueles que ajudaram, merecem conhecer o destino dado àquilo que doaram!

HSC

domingo, 16 de julho de 2017

Manobras de diversão

"... Era esperado que se a PT-Altice abocanhasse a TVI-PRISA, como numa queda em dominó, a NOS se fizesse à  SIC-IMPRESA. Postas as coisas em movimento a questão fundamental é só uma:
Como será a paisagem audiovisual portuguesa?... Decorrem imediatamente daqui dois assombros:
  1. Em que outro paí­s europeu (ou mesmo mundial) CINCO indústrias (a televisão aberta, a televisão por cabo, a Internet, as comunicações móveis e as comunicações fixas) ficam agregadas numa empresa? E se a NOS executar os seus propósitos acrescentem-se MAIS TRÊS: a exibição cinematográfica e a distribuição cinematográfica. E os direitos de futebol.
  2. Que liberdade de mercado, económica, comercial e de escolha se antevêem quando tantas áreas industriais de tamanha dimensão e incidência se limitam a um duopólio?
Enquanto a discussão não enveredar por este caminho é poeira nos nos olhos. Boa sorte."

           José Navarro de Andrade in http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/

As perguntas básicas são, de facto, estas. Mas quem é que está preocupado com elas? E, sobretudo, alguém se  lembra de quando tudo isto começou e com quem começou?!

HSC

sábado, 15 de julho de 2017

E Deus Criou o Mundo



Conheço o Carlos Quevedo desde que, nascido em Buenos Aires em 1952, decidiu renascer em Lisboa, vinte e seis anos depois. Por sorte minha, seria o Independente que havia de mo revelar como o mais português dos argentinos.
A amizade que me liga a ele é daquelas que nem um terramoto abala. Estamos muitas vezes juntos? Não. Mas esse facto só aumenta a alegria genuína de nos vermos.
Desde 2015, ele é o autor e produtor do programa "E Deus Criou O Mundo", na Antena 1, onde procura fomentar o debate inter-religioso. No pilar deste programa assenta a fé dos três principais credos monoteístas, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islão, todos oriundos do Médio Oriente e cujas orientações morais servem de guia para milhões de pessoas em todo o mundo.
O debate assenta em três membros das comunidades religiosas mais influentes em Portugal – Khalid Jamal, Isaac Assor e Pedro Gil -, que abordam temáticas da actualidade e da religião.
Com uma enorme persistência, o Carlos Quevedo pegou no conceito e no nome do programa e fez este livro. que resulta do muito que se passou no mesmo se passou.
O livro está organizado em quatro partes: as duas primeiras abordam o enquadramento das religiões, e a terceira mostra as posições que as três religiões têm sobre a vida dos crentes na família, no casamento e no divórcio e, finalmente, como o judaísmo, o catolicismo e o islão encaram a morte.

No dia 12 fui à segunda apresentação, no Grémio Literário, já que a primeira foi na Feira do livro e eu não não tive dela conhecimento.
António Rebelo de Sousa escalpelizou a obra. Khalid Jamal e Pedro Gil falaram da importância de contrariar a moderna e persistente corrente de excluir a religião do debate publico, mostrando os riscos e a fobia que tal representa.
Foi muito importante, para mim, ter podido assistir a esta sessão, já que não só sou uma fervorosa adepta do debate inter religioso, como defendo que a fé, todas as fés, fazem parte do mundo em que vivemos e por isso não devem ser afastadas dele.
Só este tipo de debate nos poderá levar a compreender que há razões para um mesmo Deus ser adorado de maneiras diferentes, sem isso ter de resultar em desconfiança e receio. E que, na verdade, cabe aos homens e mulheres de fé instituir a tolerância e derrubar séculos de ignorância e amnésia cultural.


HSC

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A mini remodelação

“...Mas é claro que se há mudanças mais do que óbvias para qualquer cidadão, como seja a necessidade de substituição de quem se demitiu ou de quem mostrou não servir, há outras que precisam de ser devidamente explicadas aos cidadãos e aos militantes, que são os olhos e os ouvidos do partido, e os seus embaixadores junto do eleitorado. Tomar os outros por parvos (os eleitores não são estúpidos) não é um bom princípio em política.”

“...Ouvir os outros continua também a ser um bom princípio, em especial se aqueles a quem se recorrer for gente que não depende do partido, nem anda à caça de uma promoção, de um estatuto ou de uma mordomia, para si ou para os familiares e amigos mais próximos. E hoje em dia, devíamos todos sabê-lo pelos maus exemplos que fomos tendo, dos mais recentes aos mais remotos e que ainda estão bem frescos, não é só a mulher de César que tem de ser e parecer séria. É César e a família toda, incluindo filhos, sobrinhos, afilhados, sem esquecer as concubinas e a criadagem. Por isso houve quem, sendo sério, por causa de uns míseros bilhetes para ir à bola, seja agora obrigado a ver pela televisão o que falta do campeonato, com claro prejuízo para todos.”


             Excertos de um post de Sergio Almeida Correia no Delito de Opinião

Vale a pena ler o post na integra. Mas os dois excertos que aqui publico correspondem ao meu sentir e ao de muitos outros portugueses. Há gestos que carecem de explicação e a substituição de quem não se demitiu deve ser explicada para que o nome dessas pessoas não fique envolto em neblina. O que, como se sabe, é frequente neste soalheiro país!

HSC