domingo, 28 de maio de 2017

Um novo truque....


Existe um novo meio - inteligente - especial para assaltar e roubar mulheres. Começou nas garagens dos Centros Comerciais, mas está a alastrar a outro género de locais. 
De que se trata, então? Uma rapariga gira e educada, aproxima-se de si com um papelinho impregnado com o último perfume X, ou lança na sua mão umas gotas do dito. 
O aroma até parece agradável, mas é por segundos. A droga colocada no mesmo e aspirada põe qualquer um sem reação e à mercê do que lhe possam querer fazer...
Não sei se há homens a prestar o mesmo serviço. Mas eles são pouco dados a este tipo de experiências. De qualquer modo aqui fica o alerta a quem possa interessar!

HSC

sábado, 27 de maio de 2017

A vida dos outros

Porque será que nos interessa tanto a vida dos outros? Só pode ser porque a nossa não tem interesse nenhum!

HSC

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Um mundo desesperado

Há uns meses escrevi aqui um post sobre o medo. Medo como forma de vida, que é o pior medo que se pode ter. A Inglaterra foi novamente alvo de um ataque terrorista. Nestas ocasiões não há nacionalidade que conte. Há exclusivamente humanidade, comunhão de sofrimento perante todos os jovens que num concerto perderam a vida. Num concerto que se sabia ser frequentado por gente nova. 
Não sei como os pais poderão conviver com a imensidão desta dor. Sei o que é perder um filho. Sei o que é esperar por essa morte dois anos. Mas não imagino o que seja dar o beijo de um até logo que se não verifica. Só de pensar nisso fico com um nó na garganta e um aperto no coração.
Este indivíduo nasceu na terra que acolheu a sua família. Era nado e criado como inglês. O que é que pode ter virado a sua cabeça e levá-lo a este crime de ódio? Confesso que sinto uma revolta imensa. E muito receio, também, de que tenhamos de nos habituar a viver de paredes meias com o medo, esse sentimento que nos paralisa, nos cerceia, nos amputa.
Estou com a Inglaterra, estou com os ingleses, estou com os pais que perderam os seus filhos, estou com os jovens a quem deixamos um mundo desesperado.

HSC

terça-feira, 23 de maio de 2017

Um dos meus "anjos"


Tranquilizem-se que hoje a matéria, pese embora o título, não é religiosa. Já por várias vezes aqui vos tenho falado das médicas e dos médicos que me protegem e acompanham. Uma oftalmologista, um cardiologista, um dentista e a Isabel Galriça que é o meu SOS para tudo o resto.Todos eram ou se tornaram meus grandes amigos.
Nunca vos tinha falado do meu internista e, no entanto, ele é alguém que já me conhece bem. Lembro-me que o escolhi, há uns anos, quando decidi que era a altura de ter um clínico que me acompanhasse de forma mais sistemática. Informações recolhidas junto de alguns colegas e amigos, apontavam um nome. Tratava-se de um médico do SAMS, do qual sou beneficiária, pelo meu passado na banca, mas também tinha consultório próprio. 
A primeira vez que o procurei ia bastante desanimada porque estava com um problema ocular sério que a minha querida Isabel Almasqué começara a tratar. Fiquei encantada pela forma calorosa, distendida e interessada como fui acolhida e que se havia de manter ao longo dos anos sempre igual.
Trata-se do Dr Faustino Ferreira, que hoje dirige clinicamente o Hospital do SAMS e é alguém em quem deposito total confiança. É um médico que está sempre contactável, que nos atende o telefone como se o tempo fosse todo nosso, que jamais se impacienta. Enfim, é alguém que faz da medicina uma vocação e não uma carreira. E é também alguém que sabe ouvir e compreender.
Tive recentemente que ser submetida a uma pequena intervenção que não correu como se esperava. A paciência, o acompanhamento, a disponibilidade que teve comigo foram inexcedíveis. Só quem passa por uma destas pode avaliar a importância de ter um médico que gosta dos pacientes e se comporta como amigo que é.
E, como exerce clínica privada, estou perfeitamente à vontade para o recomendar a quem deseje ser tratado com muita competência e humanidade, combinação cada vez mais rara entre nós.

HSC

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Quem corre por gosto...

Terminei hoje o segundo ano das aulas de Filosofia, sem ter dado uma única falta. Aprendi imenso e para 2018 lá estarei, se ainda cá estiver. Ando cansada e com problemas de saúde que degeneraram em encrencas sem muito bem se perceber como. Enfim, elas não matam mas moem...
Acontece que, apesar de tudo, sou pouco dada à meditação profunda sobre aquilo que deveria ter corrido bem mas correu mal e tenho sempre tendência para acreditar que alguma razão terá havido para me acontecerem certos azares. 
Ora a Filosofia tem a vantagem de nos fazer olhar para nós próprios como um todo - o ser que somos - e para certas particularidades que nos tornam distintos. Aqui tive algumas surpresas. Sobre mim e sobre o "outro" que também sou.
E há pouco, quando entrei em casa e larguei tudo o que trazia nas mãos - quilos, por mais bizarro que pareça - para me meter na banheira e tomar um duche - eureka -, percebi que "quem corre por gosto, não cansa". Ou, dito de outro modo, cansa, mas com um banho, passa!

HSC

sábado, 20 de maio de 2017

A nova moda: o nesting

Quando se tem alguma experiência de vida, é impossível não sorrir face a certas novas modas. Quem assistiu, como eu, ao "make love, not war" e viveu o bastante, para assistir, em seguida, a um outro movimento denominado de "coccooning" - que pretendia mostrar, depois das loucuras dos anos sessenta e setenta, as vantagens de se viver mais em casulo, dentro da própria casa, na qual toda a vida se desenrolava -, já não se surpreende com o que possa surgir, porque sabe que outros modismos hão-de surgir. 
O mais recente way of life faria sorrir a minha avó Joana. Trata-se de uma corrente de bem estar, própria dos jovens millennials, que significa fechar-se literalmente em casa durante o fim de semana, para dedicar todo o tempo a tarefas relaxantes, como fazer trabalhos manuais, tricotar,  cuidar das plantas, ler um livro ou ver séries televisivas placidamente estirado num sofá... e disso retirar imenso prazer.
Confesso-vos que sou praticante e defensora deste tipo de descanso caseiro, que considero cada vez mais apetecível, depois de semanas e semanas de árduo trabalho. E, no meu caso, esta opção vai mesmo para além do descanso, já que ela me permite um encontro comigo própria do qual necessito para o meu equilíbrio espiritual e pessoal, orientado para um autoconhecimento, um olhar interior do qual me não quero desfazer porque me traz uma espécie de re-enfoque a uma vida mais plena e mais feliz. 

HSC

sábado, 13 de maio de 2017

Igreja: um bispo chamado Januário...(10)


"...Depois de anos a anunciar apocalipses sociais, subúrbios em chamas, multidões inanimadas pela fome, andava dom Januário Torgal Ferreira mediaticamente sumido até que Nossa Senhora de Fátima o tirou de tal recato (ainda duvidam de milagres?). Isto para dizer “Escandaliza-me que as pessoas só rezem àquela imagem, que se despeçam dela a chorar, na Procissão do Adeus. Eu nunca me despeço de Nossa Senhora, porque ela está sempre comigo. Aquilo para mim não é nada, é um pedaço de barro!”
Valha-lhe Deus, senhor dom Januário, e Nossa Senhora que, segundo diz, sempre o acompanha o que não é certamente o menor dos trabalhos da Mãe de Cristo! A imagem é de madeira, de madeira dom Januário!!! E tem uma história que me abstenho de contar porque o texto já vai longo mas que o senhor dom Januário ainda vai a tempo de aprender. Acredite que lhe fazia bem."

                                   Helena Matos in Observador

Acontece que dom Januário, além de peregrino, é Bispo Emérito das Forças Armadas e Segurança. Ou seja, tem responsabilidades acrescidas, quando emite opiniões. Pelo menos, enquanto ocupar certos lugares. 
Assim sendo, que dizer mais, além do que Helena já tão bem diz? Acrescentaria, talvez, que estando por lá a peregrinar, melhor seria que se tivesse limitado, apenas, a orar... 

HSC